domingo, 22 de abril de 2007

Ciência e senso comum

O conhecimento produzido e adquirido no cotidiano da sociedade denomina-se senso comum, o que é fruto da vivência e das relações humanas. É deste conhecimento que se origina o pensamento científico, porém os próprios cientistas e a sociedade em geral o subestimam. É dessa depreciação que surge a discriminação, e conseqüentemente a exclusão das pessoas na tentativa de ingressarem em uma instituição de ensino superior, que exige conhecimentos científicos e não aceita conhecimentos produzidos fora dela, fato que é comprovado no artigo de Cristovam Buarque publicado em 13 de janeiro de 2003 com o título “Universidade e Exclusão”. Neste artigo é discutida, além desse “aprisionamento” do saber nas instituições superiores, a necessidade das mesmas de conseguirem acompanhar a rapidez com que são produzidos os conhecimentos externos.
Os cientistas são vistos pela sociedade como pessoas dotadas de um conhecimento inquestionável, inibindo-a de qualquer argumentação a respeito de suas decisões. São eles que produzem o conhecimento científico, este que é produzido e dependente do rigor da sistematização, metódico e organizado. Esses profissionais adquirem especializações, e em contrapartida, quando se especializam, passam a saber muito mais de muito menos, ou seja, se aprofundam em determinado assunto, não relacionando e não compreendendo outros assuntos.

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